Fortaleza

Idoso baleado em ataque no IJF foi andando até a sala de cirurgia após ser atingido

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Idoso baleado em ataque no IJF foi andando até a sala de cirurgia após ser atingido

Carlos Sérgio Matos de Queiroz, o idoso de 63 anos que foi baleado no braço durante o ataque no Instituto Dr. José Frota (IJF) na última terça-feira (23), falou com a TV Cidade Fortaleza sobre os momentos de terror vividos no hospital. Ele conta que, após o disparo, foi andando até uma sala de cirurgia para pedir ajuda.

O disparo atingiu o braço de Carlos Sérgio, que é funcionário do IJF há mais de 40 anos. Na ocasião, ele estava indo deixar uma garrafa de café no refeitório, onde aconteceu a ação criminosa. “De repente, no corredor, vinha passando aquela pessoa na minha frente, correndo aflito, né? E atrás de mim tinha uma pessoa com arma de fogo, não deu para lembrar se era realmente o agressor, ou se era policial. Mas aí, de repente, a bala veio de lá para cá. Quando eu sofri o tiro, a garrafa caiu até da minha mão, não deu nem tempo pra pegar o café pra deixar lá”, narra.

O homem ficou internado no IJF por cinco dias. O acesso rápido ao atendimento médico – pelo fato de o ataque ter acontecido já dentro do hospital – fez a diferença para a recuperação de Carlos Sérgio, que por pouco não perdeu o braço, que foi atingido no ataque. Uma artéria da perna foi utilizada para reconstruir o membro atingido.

Idoso baleado no IJF comenta recuperação

Carlos Sérgio recebeu alta no último sábado (27). Após a alta, o funcionário precisa fazer fisioterapia para recuperar completamente os movimentos dos dedos da mão do braço atingido.

“No momento, eu estou vendo sucesso, porque eu mal podia levantar o braço e mal podia mexer os dedos, até para segurar uma caneta eu não conseguia, porque ela caía do dedo. E já hoje, como indo resolver algum problema de exame de corpo delito, já seguro mais a caneta para assinar.”

Ele define como um verdadeiro milagre ter sobrevivido ao ataque. “Posso provar que Deus existe sempre. Eu nunca desprovei, não, sempre provei, porque eu sou uma pessoa que já prestei muitos favores, ajudei muitas pessoas através do meu trabalho, e está aqui. A recompensa não foi o que eu estou passando agora, foi para mostrar que o nosso pai celestial realmente é sobre todas as coisas.”

Crime no IJF

O crime aconteceu na última terça-feira (23), quando Francisco Aurélio Rodrigues de Lima, ex-funcionário do IJF, invadiu a unidade hospitalar e matou Francisco Mizael Souza da Silva, que era funcionário da unidade e estava trabalhando no momento do ataque. Ele foi baleado repetidas vezes e então decapitado. A suspeita é de que o crime foi motivado por ciúmes, devido à convivência da vítima com a mulher de Francisco Aurélio – que também é funcionária do IJF.

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O suspeito de cometer o assassinato foi preso no mesmo dia, no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), e teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva na última quarta-feira (24).

Francisco Aurélio havia sido demitido do hospital há mais de um ano, mas as credenciais dele ainda constavam no banco de dados do reconhecimento facial, de modo que ele conseguiu entrar no hospital sem dificuldade. Levava consigo uma mochila na qual portava a arma de fogo utilizada para matar a vítima. Ele já possui antecedentes por desacato, além de um processo de medida protetiva contra ele.

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A motivação do crime seria ciúme. O acusado exigia que a esposa, que também trabalha no IJF, deixasse o emprego. De acordo com relatos, Aurélio teria ameaçado a mulher, dizendo que ia “fazer uma loucura e entrar na cozinha e fazer um estrago”.

Conforme relatos de outras pessoas próximas, as crises de ciúmes de Aurélio eram constantes e se estendiam também a outros homens que trabalhavam com a mulher, não apenas a Mizael. Segundo o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), ela informou que era colega de trabalho da vítima, mas que não possuía amizade próxima com ele.

O corpo de Mizael foi velado também na quarta-feira (23). A cerimônia aconteceu no município de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza. Ele deixa uma filha de seis anos e esposa grávida.

Fonte: gcmais.com.br