Fortaleza

Mortes no trânsito são reflexo de uma sociedade estressada e violenta, dizem especialistas

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Mortes no trânsito são reflexo de uma sociedade estressada e violenta, dizem especialistas

As mortes no trânsito são reflexo de uma sociedade estressada e violenta. É o que dizem especialistas consultados pela reportagem. De acordo com dados do Ministério da Saúde,  a cada hora, cinco pessoas são vítimas fatais de discussão de trânsito. Em junho do ano passado, uma bombeira civil que estava na garupa de uma moto morreu após ser atropelada depois que os condutores do veículo em que ela estava e de um automóvel discutiram.

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Nesta semana, a enfermeira Jandra Mayandra da Silva Soares, de 35 anos, foi morta com diversos tiros após uma discussão de trânsito. O caso aconteceu na Avenida Presidente Castelo Branco, no bairro Pirambu, em Fortaleza. A polícia investiga a possibilidade de o crime ter sido uma execução, uma vez que a vítima recebia ameaças.

Em outro caso, uma moradora do Cocó registrou o momento em que um motociclista lançou o capacete no para-brisa de um carro após discutir com o motorista do automóvel. Para a  psicanalista Érica Silina,  a variação de humor nas vias de trânsito estão ligadas a diversos fatores pessoais e sociais.

“Nós já sabemos que existe uma variação de humor e comportamento nas vias de trânsito, então é muito prudente repensar essa decisão e essa postura de estar diante de outras pessoas”, explica.

Além de aspectos externos, biologicamente, existe uma alteração no corpo que reflete no comportamento humano ao dirigir. “Quando nós estamos em um ambiente muito tensor e o trânsito é muito isso, ele acaba tendo uma queda dessa cerotonina e eu tenho determinados impasses com a relação da liderança e motivação que o outro me incita”, reforça Érica.

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A rotina acelerada faz com que o comportamento no trânsito também seja alterado, mas é preciso estar atento e pensar sempre no próximo.  Para evitar discussões e casos ainda mais graves.

“O que a gente sempre recomenda é que quando o condutor sair de casa, ele saia sem pressa. Antecipadamente, a gente sabe é difícil, mas é deixar as preocupações da família, briga conjugal, você vai pegar um engarrafamento, e isso tudo vai potencializar esses problemas”, orienta Daniel Siebra, presidente da Comissão de Trânsito, Tráfego e Mobilidade Urbana.

Ainda segundo o presidente da comissão,  um projeto de lei que tramita na Câmara Federal pode trazer alterações e penalidades para esse tipo de ação no trânsito. “Existe um projeto de lei tramitando desde 2023, mas que está parado na Câmara que prevê uma infração gravíssima para esses casos que o condutor utiliza o veículo como forma de intimidar o outro ou essas discussões mais acirradas ou até jogar objetos prevê uma multa de mais de R$ 2.900,00, com retenção do veículo e apreensão da CNH”, esclarece.

Daniel orienta para que os motoristas procurem evitar os embates e resolver a situações de briga no trânsito de forma legal. “A recomendação é sempre essa: ter paciência. A gente que hoje muita gente está andando armada. Ninguém sabe como o outro indivíduo saiu de casa , então não vale a pena discutir no trânsito. Houve um dano material? Coleta provas, faz um boletim de ocorrência, entra com uma ação, é mais sensata a se fazer”, conclui.

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Fonte: gcmais.com.br